terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tarde com o menino Homero

Há pouco barulho na vizinhança.
Um casal sussura no quarto ao lado
Ou arde silenciosamente.

Mais cedo, com Homero, sentei-me num pátio.
As folhas se jogavam por todos o cantos da terra,
Encobrindo a beleza da humilde criação do universo.


Sabe, menino, o amor está mesmo sobre todas as coisas.
Eu vi isso na fotografia!
Ame desesperadamente! Ame, moleque!
E espero que falemos, noutro dia, noutro chão, de Campos e Caeiro.

Acabo de sentir outro adeus.
Os grilos trovam para que o agora permaneça.
O dia partiu.
Misericórdia! A culpa não foi minha!

(Lara Farias)

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