domingo, 24 de junho de 2012

Escuta-te, rapaz!

A chuva não vai te esperar, rapaz.
Hoje é dia de ler a noite inteira sozinho.
A roupa desbotada esquenta o teu corpo de homem
E mata aos poucos um corpo pálido cheio de um mal-me-quer.  

Não existe desperdício quando a alma se contenta,
Não há namoradinhos que me rodeiam na praça abandonada.
Acalma-te nos meus braços, porque te quero.
Não chores por maldade se te faço rir.

Chamas-me de bela e não queres que eu  ame a ti?
Se te atraio, por que não vens na velocidade que o desejo te oferece?
Se te encantam meus ares, minha boca, e meu sorriso,
Eles são todos teus, meu amor!

Feche os olhos para o que não te agrada e me fantasiarei de tua mulher.
Deixe-me beijar-te  num sábado vazio, numa sala qualquer.
Escuta, amor! A carne fala o silêncio que a gente ouve,
Mas não cala o barulho por não querer sentir.
                                                                     
                 (Lara Farias)
                           

                                 

                                     



Nenhum comentário:

Postar um comentário