terça-feira, 5 de junho de 2012

E se não fosse a saudade?

Amanhece o dia no quarto de paredes manchadas,
Onde descanso o atropelo das coisas que não têm nome.
E você sorri com a boca pintada por outros beijos
Que são descoloridos por não serem meus.

Sangro o amor que a gente não sente,
E sangraria mais por te ter em mim.
Como sentir a dor de te ver devorar um corpo sórdido
E me derramar como tu se derramas em outro alguém.

(Noite)

Enquanto as luzes borram se deitando pelos vidros,
Eu preciso sonhar que tu tocas outra moça.
E no fim do caminho apreciar o gosto
Que há em me mastigar outra vez.

Tão grande a lua...
Como a minha loucura de querer-te por questão poética.
E se não fosse a saudade, amor...
Diz me então, o que restaria de nós?

(Lara Farias)

Dedico ao meu grande amigo, Tom Homero.

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