quinta-feira, 5 de abril de 2012

TransPIRANDO Saudade.



Peço que me perdoe, sinceramente.
Sim, porque existe um embaraço entre nós.
E eu que te escrevo como quem desiste da vida
Rogo para que tu não desistas de mim.

Engano-me, porque quero te convencer.
E porque há na ilusão uma leveza sublime.
Diz-me então pra onde ir, amor,
Se o vento segue esse caminho desarranjado.

E nunca mais te pedirei silêncio.
Quero que deites em mim e libertes tua poesia.
Derrama teu peso, expira o pecado do teu ar
E os transformarei em serenos.

Profere esse teu desejo
Porque já não enxergo mais o caminho.
Porque eu decifrei teu olhar, amor,
Mas sem tua voz eu não vivo.

(Lara Farias)




(Foto: Desenho de Francine Van Hove)

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