domingo, 4 de março de 2012

Maldito Martelinho


Era madrugada.
Há duas horas fui abandonada,
Já se foi o meu benzinho.

Ah, meu neguinho!
Venha cá!
Conte-me sobre tuas noites.

E que sono!
Um sono divino
De um amor que nunca existira.

E um martelinho incoveniente batia:
“Bei, bei, bei”.
Três vezes, fazendo música:
“Bei, bei, bei”.

Vamos lá, martelinho!
Três batidas!
“Bei, bei, bei".
Ah! Madiltas reticências sonoras!

(Lara Farias)



(Foto: Desenho de Francine Van Hove)

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